Para ter a exata noção de como vai a saúde financeira do seu negócio, o empresário deve fazer o controle empresarial separado de suas finanças pessoais. Organização é o segredo para se conseguir separar as duas coisas: a vida pessoal e a empresarial. E essa separação, quando feita, permitirá enxergar aspectos relevantes da situação financeira: onde está indo o dinheiro, o que pode ser feito para economizar recursos, e outros aspectos que você lerá agora!

Finanças pessoais X empresariais: dividir para conquistar

O seu negócio está rendendo muito bem, mas você tem sempre a impressão que precisa de mais dinheiro? Isso pode estar acontecendo como resultado de misturar as despesas de casa com as da empresa.

Não usar os recursos da sua empresa para pagar contas pessoais é dar ao seu negócio a condição necessária para ele se sustentar e se desenvolver.

O passo-a-passo para separar as finanças

1. Separe as contas

É válido, ao se pensar em um correto controle financeiro empresarial, pensar também na possibilidade de manter duas contas-correntes. Com uma conta específica para a pessoa física e outra para a pessoa jurídica, fica muito mais fácil manter efetivo controle dos recursos da empresa.

Para assegurar que as coisas saiam conforme o esperado e essa separação surta os efeitos desejados, todo valor que entrar em sua empresa deve ser colocado na conta de pessoa jurídica. Só depois disso, e de acordo com um prévio planejamento, a parte desses recursos destinada à pessoa física poderá ser repassada à sua conta pessoal.

2. Estabeleça seu pró-labore

Tenha em mente qual é o valor do seu trabalho. Se você dedica todo seu tempo à empresa, e não tem nenhuma outra fonte de renda, provavelmente espera pagar suas despesas pessoais com os lucros que ela gerar. Isso é muito comum em micro e pequenas empresas: a necessidade de remunerar o gestor de acordo com sua expectativa.

Mas, cuidado! O lucro mensal, normalmente usado para as retiradas do empresário, deve ser considerado lucro apenas depois de estabelecido um valor para reinvestir no negócio! Caso contrário, as chances de haver um “sucateamento” do negócio são reais.

Definido o valor de sua retirada, procure fazê-la sempre após o fechamento do mês, depois de tudo calculado. Em um mês que a empresa não renda como de costume, e você precise fazer a retirada de sempre, pense nela como um empréstimo. E devolva o mais rapidamente possível!

3. Invista em tecnologia

Controlar as finanças da empresa fica muito mais fácil ao se adotar ferramentas que possibilitem uma visualização assertiva de cada processofluxo de caixa, capital de giro, resultados. Softwares de gestão financeira auxiliam ― e muito ― na árdua tarefa de organizar as finanças. Sendo assim, investir neles é ter retorno assegurado.

Comece o quanto antes a separar as suas contas e as da empresa. É muito comum, embora perigoso para a saúde financeira da empresa, misturar as despesas e essa maneira de administrar pode ter consequências desastrosas. A necessidade de se recorrer a crédito caro, e sem se programar, é uma delas. O controle financeiro empresarial depende muito de uma firme tomada de decisão: a de identificar e corrigir possíveis erros.

Leia mais sobre como fazer a eficiente gestão financeira da sua empresa, em “5 Motivos para Largar as Planilhas na Gestão Financeira”.