Quem administra um negócio se depara com diversas tarefas administrativas e precisa conhecer termos essenciais para o bom andamento da empresa. Nessas horas, qualquer detalhe pode ser crucial para a obtenção de resultados positivos. Por isso, é fundamental trabalhar com as melhores técnicas e estratégias que o mercado oferece.

Entre os aspectos que merecem atenção e precisam da supervisão constante do empreendedor estão os diferentes tipos de fluxo de caixa.

O fluxo de caixa é um controle de entradas (faturamento) e saídas (custos, despesas administrativas etc.). Quando o resultado é positivo, significa que a entrada de recursos é maior que a saída e que a empresa está obtendo lucro. O oposto dessa situação indica que há algo de errado em seu planejamento e alguma medida precisa ser tomada.

No entanto, há algumas variações nesse cálculo — e elas são úteis para finalidades específicas. Você sabe quais são os tipos de fluxo de caixa e como eles funcionam? Então continue a leitura deste post e saiba mais sobre o assunto!

A importância do fluxo de caixa

Primeiramente, é necessário conhecer o valor que essa ferramenta administrativa representa para um negócio. A rotina de trabalho de uma gestão é repleta de desafios e questões que precisam ser superadas com facilidade e eficiência. Sendo assim, um bom empresário precisa saber dialogar com clientes, fornecedores e colaboradores sem grandes problemas.

Além de acompanhar a produtividade da equipe e o relacionamento com o mercado, é essencial conhecer a situação financeira do negócio. Quem deixa de lado essa informação acaba tomando atitudes equivocadas que colocam em risco o futuro da empresa. Nesses momentos, o fluxo de caixa deve ser utilizado para manter o administrador atualizado em relação às questões financeiras do empreendimento. Ele auxilia no gerenciamento de despesas administrativas, indicando gastos desnecessários.

Além disso, é possível utilizá-lo para garantir o planejamento financeiro previamente determinado e fazer uma previsão de receitas para determinado mês. Como consequência disso, são encontrados gargalos e outros problemas. A redução de custos é outra principal característica de uma gestão que utiliza bem essa ferramenta.

Em todos os casos, o fluxo de caixa deve ser atualizado assim que qualquer negociação financeira seja realizada. Desse modo, a gestão da empresa consegue tomar decisões mais eficientes e que potencializam os resultados.

Agora, chegou o momento para conhecer os diversos tipos de fluxo de caixa. Veja-os abaixo:

Fluxo de caixa operacional

Trata-se do fluxo gerado pelas receitas e despesas de uma empresa em determinado período. Ele demonstra os resultados obtidos no negócio e a variação no capital de giro.

No entanto, apesar de mostrar o faturamento, ele não contabiliza os investimentos ou a necessidade de capital de giro.

Fluxo de caixa direto

Trata-se do método mais utilizado pelas organizações. Ele registra os recebimentos e pagamentos das atividades operacionais sem realizar qualquer desconto, considerando a forma bruta dessas operações.

Os recebimentos e pagamentos são organizados em classes de acordo com sua natureza contábil, como recebimentos de clientes, pagamento de fornecedores, tributos etc. Sua principal vantagem é permitir que as informações de caixa fiquem disponíveis diariamente.

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Fluxo de caixa indireto

Esse método não se baseia diretamente na análise dos fluxos de caixa, mas nos lucros e prejuízos do exercício apontados no Demonstrativos de Resultados do Exercício (DRE), ajustados por itens econômicos como depreciação, amortização e variações nas contas patrimoniais.

Para realizá-lo, o gestor não precisa ter um controle do fluxo. Ele utiliza os balanços patrimoniais referentes ao início e ao final do período, a DRE e outras informações contábeis. Apesar da facilidade de cálculo, está sujeito a grandes distorções.

Fluxo de caixa projetado

É uma estimativa que permite ao empreendedor planejar suas próximas iniciativas referentes ao negócio com base nos resultados obtidos.

Portanto, o que o gestor faz é analisar as contas do presente (pagamentos e recebimentos), fazer uma média e projetá-los para construir uma visão futura do negócio. Ele pode ajudar o empreendedor nos seguintes aspectos:

  • projetar a realização de pagamentos e recebimentos para organizar o negócio;
  • efetuar ajustes para corrigir as falhas de administração de recursos, estancar perdas e conseguir um resultado financeiro favorável;
  • planejar investimentos para a expansão.

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Fluxo de caixa flua

Fluxo de caixa livre

Mede a capacidade que o negócio tem de gerar capital em curto, médio e longo prazo. Para isso, ele indica o saldo da comparação com o fluxo de caixa operacional.

Para fazer o fluxo de caixa livre o gestor precisa recorrer a dois relatórios: um que projeta resultados pelo período de 60 a 90 dias e outro que apresenta a estimativa para um prazo de 2 a 5 anos.

Com ele é possível:

  • analisar o resultado esperado e, em caso de balanço positivo, estudar possíveis aplicações para o capital ocioso;
  • traçar novas estratégias, em caso de balanço negativo, para reverter o quadro e alcançar a saúde financeira do negócio;
  • determinar as medidas mais apropriadas para o futuro da empresa — abrir novas unidades, solicitar empréstimos, ampliar o estoque ou até mesmo fechar as portas.

Fluxo de caixa descontado

Também conhecido pela sigla FDC, é um cálculo que determina o valor de uma empresa e, portanto, costuma ser utilizado no processo de compra e venda de uma companhia ou em caso de fusões, para avaliar o retorno do capital investido ou na captação de investidores.

Dica: Afinal, o que é fluxo de caixa descontado?

O FDC é calculado a partir da projeção do fluxo de caixa para determinado período futuro, descontando-se uma taxa referente a possíveis riscos do investimento e o valor residual dos ativos (valor estimado ao final da sua vida útil) e o cálculo do valor da empresa.

Fluxo de caixa para investimentos

Quando um negócio vai bem e todos os pagamentos estão em dia, muitos administradores pensam em aumentar as atividades, contratar novos funcionários e expandir as fronteiras da gestão. Nessas horas, é essencial que haja dinheiro sobrando, e ele deve ser direcionado para as questões referentes aos planos traçados.

Esse tipo de fluxo de caixa precisa acompanhar todas as movimentações financeiras realizadas para gerar resultados positivos e acumular riquezas. É válido lembrar que dinheiro parado não traz benefício algum para o negócio, por isso, esse documento precisa ser constantemente atualizado em relação às atitudes tomadas.

Além do mais, as taxas de risco variam de acordo com o retorno do investimento realizado. Investimentos de alto risco podem trazer melhores retornos financeiros, porém, quem o utiliza se sujeita a mais instabilidades.

É perceptível que existem vários tipos de fluxo de caixa. Cada um deles deve ser utilizado em uma situação específica. Deixar essas questões de lado coloca em risco o equilíbrio das contas e faz com que você perca o controle da situação. Por isso, utilize uma ferramenta de gestão financeira que fornece várias opções para você criar o seu planejamento. O uso de gráficos e relatórios facilita a sua visualização e dá agilidade para os processos da empresa. Faça uma pesquisa de mercado e encontre um parceiro de trabalho pronto para facilitar as operações diárias do setor financeiro.

Entendeu quais são os diferentes tipos de fluxo de caixa e suas aplicações? Quer saber mais sobre o controle de contas a pagar e receber e sua importância para o sucesso do empreendimento? Então leia este post!